Tecidos Inteligentes
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Uma das pesquisas acadêmicas mais interessantes vista ultimamente na área têxtil é a da professora Silgia Aparecida da Costa, da Universidade de São Paulo; pós-graduada em Biomateriais, com cursos no Brasil e na Europa, a professora encabeça um grupo de pesquisa sobre o desenvolvimento de tecidos inteligentes, também chamados de têxteis técnicos.

Cones de polipropileno de alta densidade com 27 cm de altura utilizados para enrolar fibras e secagem.

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O grupo de pesquisa visa produzir uma nova fibra têxil híbrida à partir da quitosana e do alginato de cálcio, que possuem propriedades cicatrizantes, bactericida, fungicida e antiinflamatória, para serem usados na área médica. Os problemas causados por dermatites atópicas em adultos e principalmente em crianças têm sido motivo de estudo ao longo dos anos na tentativa de se encontrar tratamentos eficazes. A aplicação de antiinflamatórios e pomadas de uma forma geral pode tornar-se difícil e capaz de trazer incômodo para os pacientes devido a resistência a certos medicamentos.

O desenvolvimento dos têxteis técnicos ou “tecidos inteligentes”, capazes de liberar enzimas, fármacos e princípio ativo tem permitido ajudar muitas pessoas que sofrem deste tipo de problema.

Os resultados mostraram que tanto a quitosana, quanto o alginato, possuem uma capacidade de absorção de água superior a 90%. A capacidade de um material reter água em sua estrutura, o torna interessante para determinados tipos de aplicações na área médica, como, por exemplo, em bandagens, principalmente nos casos de ferimentos onde há presença de secreção. Uma fibra com uma boa capacidade de absorção poderá ser capaz de remover a secreção, auxiliando a cicatrização do ferimento. Dependendo do tipo de aplicação destas fibras, outras propriedades devem ser levadas em consideração como: tenacidade, flexibilidade, maciez, e em certos casos bioestabilidade e biodegradabilidade.